Poeta Jessé Ojuara
*Nunca se nega a ninguém, café, água e Poesia.
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Textos

Sonho sertanejo

Escutei a cantoria

Animada do carão

Um estrondo do trovão

Que logo anunciaria

Chegando uma ventania

Depois do vento, choveu

Na terra a água correu

E o pó da terra sumiu.

A seca se despediu

Quando a chuva apareceu.

 

Deus mandou pro nosso chão

A chuva tão esperada

A terra ficou molhada

Pra nascer a plantação

Tem água no cacimbão

Barragem também encheu

Escutei dum tio meu

Que me falando sorriu:

‐ A seca se despediu

Quando a chuva apareceu.

 

Tá bonito de chover

É quase um mantra uma prece

E quando a chuva acontece

Salta aos olhos o prazer

Gente que com o sofrer

Moldou o caráter seu

Lutou, penou e venceu

Voltou até quem partiu

‐ A seca se despediu

Quando a chuva apareceu.

 

Há festa no meu rincão

O verde pinta a campina

Sonho de mudar a sina

Aquece meu coração

Filhos voltam pro sertão

Rosa abraça seu romeu

Mãe que muito padeceu

De novo seu filho viu

‐ A seca se despediu

Quando a chuva apareceu.

 

Mas no ar paira incerteza

Até quando vai durar

Poderá novo estiar

Fazer voltar a dureza

Até quando essa pobreza

Matará crente e ateu

Deus a maldade venceu?

Foi sonho que me iludiu

‐ A seca se despediu

Quando a chuva apareceu.

 

Salvador, 13/2/25

 

Obs: Mote autor desconhecido.

Jessé Ojuara e Marcos Silva(Glosas 1 e 2)
Enviado por Jessé Ojuara em 13/02/2025
Alterado em 13/02/2025
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