Quando eu deixei o sertão
Pela seca escorraçado
Vi morrer todo meu gado
Recebi carta do irmão
Que diz: - volte agora então
Bem verdinho está o agreste
Deixe o cinzento sudeste
Mas traga seu guarda-chuva
Com a chegada da chuva
A seca larga o Nordeste.
Na Região Nordestina
Agora tem bom inverno
A mata muda de terno
Floresce toda campina
Qualquer semente germina
Na roça que o dono investe
O sertanejo faz teste
Com milho, feijão e uva
Com a chegada da chuva
A seca larga o Nordeste.
Tá bonito de se ver
O nosso povo voltar
No seu rincão celebrar
O sertão a florescer
Determinação vencer
Longa seca, angústia e peste
Pois isso é prova inconteste
Que a política é saúva
Com a chegada da chuva
A seca larga o Nordeste.
Salvador, 17/1/25,